no more sad voices

Já não sei onde eu tô indo
E nem se vou chegar
Mas eu corro pra praia
Conversando e dirigindo indo pra lugar nenhum
Por mais que a chuva venha sempre tem um céu azul

Mas vou em frente
Se eu cheguei até aqui eu não vou desistir
E o que quer que aconteça nunca cresça
E não se esqueça de guardar
O amor no seu peito, a lembrança do tempo
A humildade na mão e os amigos no seu coração

“Eu queria mesmo um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada. Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava.”
— BUKOWSKI, Charles. Mulheres. (via ovelhosafado)

(via ovelhosafado)

“Eu era sensível a muitas coisas: um sapato de mulher na cama; o jeito de elas dizerem “vou fazer xixi”; prendedores de cabelo; andar com elas pelos bulevares à uma e meia da tarde, só os dois, juntinhos; as longas noites bebendo, fumando, conversando; as brigas; pensar em suicídio; comer juntos e se sentir bem; as brincadeiras, as gargalhadas sem motivo; sentir milagres no ar; estar junto com elas num carro estacionado; lembrar amores passados às três da manhã; ser avisado de que você ronca; ouvi-la roncando; mães, filhas, filhos, gatos, cachorros; às vezes divórcio, mas sempre tocando em frente, sempre chegando ao ponto final; ler um jornal sozinho numa lanchonete, nauseando pelo o fato de ela ter casado com um dentista de QI 95; pistas de corridas, parques, piqueniques nos parques; até prisões; os amigos chatos dela, os seus amigos chatos; seus porres, a dança dela; seus flertes, os flertes dela, as pílulas dela, as suas trepadas fora do penico, ela fazendo o mesmo, dormir juntos…
Algumas são mais ternas que as outras; talvez estejam apenas mais interessadas por você.”
— BUKOWSKI, Charles. Mulheres. (via ovelhosafado)

(via ovelhosafado)

Descendents - She Don’t Care

(Source: youtube.com)